segunda-feira, 11 de abril de 2011

Minha companheira, a solidão.




Eu simplesmente odeio praias.
Odeio-as desde que me lembro.
Mas provavelmente pelo fato de não gostar de calor, muito menos do sol. E principalmente de pessoas. E cara, tem bastante pessoas nas praias.

Mas a foto, bem incomum, talvez faça você se perguntar por que diabos tem um imbecil vestido assim numa praia.
Eu talvez seja louco, como já fui chamado incontáveis vezes na minha vida por inúmeras pessoas diferentes. As vezes chego a pensar se essas pessoas estavam certas, mas ai me lembro o quão burras elas são...

De qualquer forma, voltando a foto. A primeira coisa que eu notei na foto (E acho que a unica realmente significativa.) foi a solidão. No qual eu obviamente me identifiquei muito.

A solidão é o principio dos meus sentimentos. (Ou da falta deles.)
Acho que foi a partir dela que me tornei o que sou, e não digo solidão como um cãozinho abandonado procurando por carinho. A solidão nunca me fez mal, não mais do que devia. A solidão foi a unica coisa que realmente esteve do meu lado. ela foi minha companheira, e eu nada mais podia fazer do que extrair o que eu pudesse disso.

Quando as pessoas ao meu redor começaram a chegar numa certa idade e então à surgir as coisas do tipo "Não sei qual é o meu lugar." ou "O que devo fazer da minha vida" eu sempre as achei ridículas.
E me convencia que era algum tipo de crise de identidade de adolescente. E nada mais do que isso é, pois essas mesmas pessoas em questão de dias, as vezes até de horas, não parecem estar nem um pouco preocupadas com aquilo e já estão fazendo algo infantil e sem finalidade como jogar bola ou ficar falando das meninas da escola.

Eu nunca 'estive' assim. Nunca foi uma fase ou algum tipo de conflito interno. É algo constante, que martela na minha cabeça, corre pelas minhas veias, e cresce pelos meus órgãos a cada segundo.
Os poucos que podem ser considerados mais próximos de mim sabem que meus conflitos são quase palpáveis, e eles tornam da minha vida um pequeno inferno pessoal.

O principio da solidão me tornou algo amargurado, obscuro, rude, cínico, cruel, sádico, mal humorado, sarcástio, repugnante, egocêntrico, cabisbaixo, pejorativo, tristonho, fechado, aflito e de quebra me rendeu um enorme ódio e desdém da raça humana.

Mas eu nunca vi isso como algo ruim. Nunca quis matar minha familia nem cortar meu próprios pulsos.
Isso me fortaleceu, esses sentimentos se tornaram parte de mim, e agora eu simplesmente não me lembro como era antes deles.


Sempre fiz questão de ser um extremo filho da puta com as pessoas ao meu redor, por pura questão de diversão.
Onde isso mais se exercia foi na escola, já que até agora foi um dos lugares onde maior período da minha vida se passou.

Provavelmente ninguém que estudou comigo leia isso aqui, até porque eu faço questão de omitir esse blog para os mesmos. Mas se por algum acaso você teve de conviver comigo em algum lugar, deve se lembrar claramente o quão eu tratava as pessoas ao meu redor como lixo, e fazia questão de ser o mais ignorante e desagradável possível, e isso não simplesmente porque eu não gosto dessas pessoas, mas eu faço questão de que elas também não gostem de mim.

Logo, na escola eu não só não fazia amizade como conseguia muitas inimizades e pessoas que me repugnavam.
E isso nada mais era uma estratégia para não ter que lidar com essas mesmas pessoas. Eu fazia questão de ter esse tipo de relação com meus coleginhas de turma por julga-los estúpidos, mentalmente incapazes e ter o QI inferior ao de uma vassoura.

Mas nem por isso eu deixava de manipula-los e estuda-los.

Enfim, o que eu achava mais engraçado nessa estupidez inteira, era que aquele bando de chipanzes acreditavam que me compreendiam, e que podiam me ajudar.
Perdi também a conta das vezes que ouvi algo como:

"Você é assim, sozinho e fechado porque tem medo que te machuquem. Por isso se fecha numa armadura, e não deixa que ninguém veja o verdadeiro você."

Se você é uma das pessoas que pensa assim, sinto muito ofende-la, mas uma chinchila é melhor psicóloga que você.

Se eu 'visto' uma armadura, com certeza não há nada por baixo dela.
Eu simplesmente tenho controle de tudo que acontece comigo, e gosto de manter as coisas assim.
Orpimir seus sentimentos não é sinal de medo, é sinal de alto controle e alto suficiência.

Eu tenho sentimentos, muitos. Em excesso. Na verdade, provavelmente muito mais do que você.
E é por isso que eu tenho necessidade de controlá-los.

Eu tenho tudo do modo e no lugar que eu quero ter. E esse poder me rende uma enorme sensação de prazer e capacidade. Mesmo que me transforme num ser humano terrível, triste e me leve a ter uma vida cinzenta e conflituosa. É um preço justo a se pagar.


Só pra não perder a oportunidade, acho que por mais que eu fale, fale, e fale, o pessoal do Maiden vai sempre saber falar melhor que eu:

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Molduras Ambulantes.

Tatuagens são legais, certo?

Toda tatuagem tem uma história para contar. (Ou ao menos devia.) Isso é, você desenha algo na sua pele. Dito assim soa estranho, mas o ato de tatuar é realmente antigo. Alguns arqueólogos acreditam que o ato de tatuar o corpo começou entre 4000 e 2000 a.C. No Egito. O que é à bastante tempo.

De lá pra cá não é difícil encontrar populações que tem o habito de se tatuar.
Desde algum mantra cultural como os índios. Até o simples ato de expressar idéias com o próprio corpo (Body Modification)

Podem ser simples, simpáticas, bonitas e delicadas. Assim como complexas, bem incrementadas, agressivas, obscuras, e assustadoras.
A partir do momento em que as idéias são infinitas a possibilidade de tatuagens também é.

Bom, não vou ficar postando tatuagens que eu achei legais e interessantes pois esse post ficaria enorme. Mais do que eu imagino que já vai ficar.

Eu, por minha conta tenho duas.
A primeira que eu fiz foi por volta dos 16 anos. Meio prematuro talvez, mas eu tinha certeza do que queria, do que ela significa pra mim, e não me arrependo nem um pouco dela.










Certo. As imagens ficaram tremidas, e o ângulo está péssimo. Eu sei.
Devo ser um péssimo fotografo.



Este, pra quem não sabe é o “Om” (Oooooooooooooooonnnnnnnnnnnnnnnh...)
A fiz na lateral de fora da batata da perna direita.
O Om é dos Mantras o mais importante. É considerado o corpo sonoro do absoluto.
É o som primordial do universo, é a semente que ‘fecunda’ todos os outros mantas, sendo que estes estão em todo nosso redor. –Wikipedia.-

Posso não ser hinduísta, nem algo parecido. Mas a tatuagem é minha, então o que importa é o que ela significa PRA MIM.
Eu fiz o símbolo como uma lembrança da busca ao “perfeito” ao equilíbrio estável.
Nem de mais, nem de menos. Nem muito claro, nem muito escuro. Nem muito feliz, nem muito triste.

Eu tenho o complexo que tudo no mundo e a vida tem seu lado positivo e o negativo, mesmo que muitas vezes ambos não se comparem.
Mas a tatuagem não é um bilhete como “Relaxa cara, era pra ser assim.” Nem de longe. Não preciso disso, não me permitiria isso.
O símbolo pra mim é a bandeira de uma jornada, uma busca no qual sei que nunca terminará.
É algo que me motiva a fazer as coisas certas, na medida que o beneficio seja relativo ao prejuízo, e que a balança não se desequilibre para nenhum dos dois lados.

Minha vida e tudo que eu faço nela esta longe de ser equilibrada. Mas recordando que a proposta é buscar (Talvez uma busca eterna) não manter. Acho que a tatuagem está valendo.
E não me entendendo, como nunca me entendo, acho que não seria errado dizer que eu busco o equilíbrio, exercendo o desequilíbrio.

Me lembro da frase de Jim Morrison: O único modo de encontrar praz interior. É com a rebeldia exterior.





Esta é a segunda. Fiz cerca de um ano depois. Quase com 18.
É menor, mais discreta, embora num local mais visível. E quero que fique claro, que eu a fiz antes da Lady Gaga ficar pop por ai e aparecer com uma igual... no mesmo lugar. (Pulso.)

Enfim, simples e direta. Paz e Armo. Muita paz e muito amor, eu espero.
Essa foi mais espontânea, a eu simplesmente fui até lá, e fiz.
Foi logo depois de uma serie de pensamentos de bondade e afeto ao próximo. Basicamente que o mundo podia girar ao redor disso.

Sei que não fui o primeiro a pensar assim.
Gandhi, Dalai Lama, Buda, Jesus Cristo, e os Beatles já disseram isso a muito tempo, provavelmente bem melhor do que eu poderia dizer.
Mas ainda assim, foi satisfatório criar teorias, hipóteses, e idéias por conta própria, ao invés de simplesmente ser um religioso hipócrita, ou alguém que viu a tradução das musicas dos Beatles no vagalume.com

Basicamente, imagine um mundo onde as pessoas simplesmente ajudam umas as outras, até o ponto onde não prejudique a elas mesmas.
Isso é, claro que um motorista de ônibus não vai te levar onde você quiser, quando você quiser, sem cobrar nada por isso.
O dono de um super mercado ao vai doar toda sua mercadoria para crianças pobres.
Mas isso porque os prejudicaria. Faria mal a eles mesmos, e ninguém quer isso.

Por outro lado, observe-se andando na rua.
Você sorri para as outras pessoas, as deseja bom dia, você sequer olha nos olhos delas?
Não.
E por que?
Porque são completos ESTRANHOS diante de você. São desconhecidos.
Mas ainda assim, são seres humanos. São seus irmãos. Eles vive, comem, respiram, amam, se magoam, se aborrecem, precisam trabalhar para viver, tal como você. Exatamente como você.

Então, por que são estranhos? Por que os vemos como desconhecidos, não como seres humanos irmãos?

Eu mesmo não sei dizer. Talvez o mudo atual simplesmente seja assim, devido a violência, maldade e coisas semelhantes.

Mas se déssemos uma chance?
Sei que é algo beeeem distante e fora da realidade. Mas quem sabe se o pequeno rapaz que nasceu e mora na favela, percebesse que com o amor da mãe ele não precise de drogas.
Se a compreensão tomasse lugar do racismo, talvez ele não tivesse problema para se dedicar aos estudos. Talvez não tivesse dificuldade ao procurar um emprego.
E talvez, só talvez chegasse perto a ter algo próximo a uma vida descente.

Façam suas próprias suposições. Imaginem, pensem... Como seria o mundo se as pessoas simplesmente amassem umas as outras.

Mais do que isso, divida comigo.
Comente, mande-me e-mail.
Adoraria postar sua idéia.









Bem. A ultima, ou as ultimas tatuagens que eu aqui vou colocar não são minhas.
Na verdade, é algo que eu gostaria de ter. Não tenho, vou explicar o porque.



Xícaras. Sim xícaras.
Talvez você esteja tendo uma reação estranha. Mas não vou condená-lo por isso. Pois a primeira e até então única pessoa no qual eu dividi isso disse: Xácaras? Que coisa de VIADO Felipe!

E realmente, não é alguém que diria isso a toa.
Talvez pela minha estranha e complexa sensibilidade pessoal e artística eu não tenha visto nada de realmente feminino, ou homo sexual nos dois desenhos acima.
Delicado. Sim BEM delicado. Mas não necessariamente homossexual.

Eu às quero fazer, e ainda espero fazê-las. Embora não apoiado.
De qualquer forma, deixe-me explicar antes que você ache que eu sou um adolescente gay enrustido que ainda vai sair do armário.

Acho que não comentei. Mas eu tenho um emprego de merda. E minha carga horária é do meio-dia até as 20H de segunda a sábado.

Um dia qualquer desses eu acordei com a noticia que minha avó estava no hospital, ela para o mesmo de manhã cedo, sentindo fortes dores o peito.

Segui minha rotina natural de trabalho, mas com um certo sufoco na garganta, afinal, eu não sabia se minha avó morreria de ataque cardíaco ou se ela ficaria simplesmente bem.
E foi quando a bateria do meu celular acabou que eu notei que eu ficaria 8H sem saber a resposta para esta pergunta.

Talvez por heresia do destino, foi um dos dias em que eu praticamente nada faço além de ficar sentado no fundo de um supermercado.
As horas pareciam não passar e os minutos pareciam não se dissipar. E enquanto a eternidade de uma tarde se arrastava diante dos ponteiros do meu relógio eu fiquei pensando como seria a partir dali, se eu simplesmente não a visse de novo.

O que faria ao chegar em casa, o que faria amanhã? O que pensaria, e o que sentiria?
Como seria meu dia-a-dia? Quando eu ‘superaria’ esta perda? E como isso iria refletir em tudo que faço (Trabalho, estudo, relacionamento com a família, relacionamento com a namorada....)

E ia percebendo que as respostas eram cada vez piores. Notei que estaria acabado, mais do que já sou naturalmente.

Desespero, sufoco, ansiedade. Falta-me palavras para definir o que sentia naquela tarde. E para dizer o quanto meu coração ficou amargurado ao pensar nas possibilidades.

Acho que ninguém da minha família percebeu o que eu passei naquela tarde, já que por volta das 4h todos já sabiam que não havia passado de um mal estar.

Mas o sofrimento e o medo ficou estampado nos meus pensamentos e na minha memória.
E nada demorou para que eu quisesse algo que a lembrasse.

Um (e o mais freqüente) passa tempo que eu sei que agrada minha avó é cozinhar.
Ela gosta também de dança e de musica popular brasileira. Mas ainda assim acho que ela gosta mais de cozinhar.
Ela passa o dia na cozinha. Não porque ela é a ‘cozinheira da família’, mas porque ela realmente gosta. É o ambiente dela.

E algo o qual ela faz todos os dias é comer um pão com manteiga acompanhado de uma caneca de café com leite.
Eu sei, canecas e xícaras são coisas diferentes. Mas eu já havia visto essa tatuagem a tempos atrás, e já havia gostado dela.

Achando um significado para a mesma, a procurei novamente nessa rede de informações que é a internet, e fiquei satisfeito (e grato ao Google) ao encontrá-la.

Ainda que nada motivado, pretendo fazer essa tatuagem.
Não igual, não quero uma cópia. Colocaria um pouco da minha personalidade, e o toque do artista (tatuador) que a faria, claro.
Mas de qualquer forma, opiniões, por favor.

Ah, e se você tem, ou conhece alguma tatuagem legal, mande-me uma foto e sua história/significado por e-mail.
Adoraria postá-la e explicá-la aqui também.

Comentários são bem vindos.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Interpretação continua.

Somos atores por acaso?

Poderia usar algum tipo de frase clichê como "Somos todos atores e o mundo é nosso palco."
Mas acontece que nossas vidas não são atuações. Ou se são, são de péssimo gosto!

Pergunte-se quantas vezes ao dia você não da um sorriso amarelo completamente falso e fingido sem sequer saber dizer o porque.
Seja para seus colegas de trabalho, ou para algum conhecido não muito agradável, ou mesmo para alguém no qual você gosta, mas simplesmente não está num bom dia...

Imagine se você realmente falasse ou fizesse o que tem vontade, quando tivesse vontade.

-"Olá, tudo bem?"
-"Não te interessa."

Ou

-"Você pode ir comigo?"
-Posso. Mas simplesmente não quero."

Coloque-se num mundo onde mentiras e meia verdade não existe. E tente visualizar como você estaria lidando com a sua familia ou com a sua namorada.
Se teria emprego, e até mesmo um teto para morar.

E por que nós vivemos num mundo assim?
Por que não podemos ser nós mesmos?
Por que exigimos de nós mesmos, assim como dos outros, educação, postura, etiquetas, e coisas que não são realmente importantes?

Nada disso lhe faria uma pessoa ruim.
Beber, fumar, transar, usar drogas entorpecentes, psicodélicas, falar palavrão, arrotar, colocar o pé na mesa... Essas coisas não fazem uma pessoa ser ruim, não a torna má, perigosa, nem prejudicial aos outros ao seu redor, então porque nós banalizamos tanto?

Claro que um porta voz não vai fazer uma palestra de bermuda e chinelo. Ou um advogado vai bêbado depor ao júri.
Mas claro, horário, lugar, e situação ideal.

Eu trabalho no fundo de um supermercado. Eu lidou com CAMINHONEIROS! Sou educado e paciente com cada um deles. Os trato bem e sempre tento ajudar e fazer o melhor para que o serviço flua sem problemas. Mas por que diabos eu tenho que me comportar feito um robô diante dos olhos do meu chefe?
Falar coisas como "Positivo" ou "Negativo" ao invés de sim ou não?
Por que eu tenho que falar com ele como se eu necessitasse da piedade dele para sobreviver? Como se eu fosse seu carrasco e tivesse de implorar para prestar serviços para ele?
E o que mais me surpreende: Por que Diabos eu não posso ter barba?!

Vou repetir, eu trabalho com CAMINHONEIROS. As pessoas que entram no super mercado para fazer compras sequer imaginam que eu existo, e que faço o que faço para aqueles produtos chegarem na prateleira.
E mesmo que imaginasse, não se importaria.

Mesmo assim, eu tenho de ser a pequena marionete do chefão do mercado e fingir que estou super contente com isso, e ser educado com todos.

Quero que me digam quais de vocês não é assim.
Quais de vocês mostrariam o dedo do meio e falariam "Vá se foder seu obeso idiota."
Nenhum. E por que? Medo?

A nossa vida inteira nós fingimos ser pessoas que não somos. Fingimos ter personalidades que não temos e sequer percebemos. Mais uma vez, se percebemos, não fazemos absolutamente nada para mudar isso.

Será que a raça humana é de fato incapaz de pensar por conta própria e tem de agir de acordo com as leis morais e educação falsa?

Quando vamos poder deixar disso e sermos nós mesmos?
Quando vamos poder mostrar nossas idéias sem ter medo de sermos ridicularizados? Quando vamos poder nos divertir, e se nos interessar, agirmos como se não tivessemos escrúpulos ou pudor?

Quando o apaixonado vai deixar de ter medo de ser romântico?
Quando o Rockeiro vai deixar de ter medo de ser excluído?
Quando o filósofo vai deixar de ter medo de ser chamado de louco?
Quando os funcionários vão cuspir na cara dos patrões e dizer que não são animais treinados?
Quando vamos poder falar de sexo em alto e bom tom, sem receber aqueles olhares de reprovação dos mais velhos?
Quando vamos poder expressar nossas preferências sexuais sem termos medo de sermos chamados de bixa, de viado, ou até mesmo de sermos espancados, como vemos acontecer nos jornais?

Quando você, vai parar de atuar e interpretar um personagem no qual você criou e adaptou para se relacionar com esse mundo, pois sabia que se fosse você mesmo, seria rejeitado?

Comente.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Arte nua e crua.

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

Realidade, solidão.

O mundo é tão triste assim?

Todos nós temos momentos bons e momentos ruins, mas, é só comigo que os momentos ruins predominam uma enorme parte da sua vida?

Isso é, não em questão de tempo, mas em questão de intensidade (na verdade eu diria ‘profundidade na alma.’)

Talvez eu tenha certa tendência a depressão, e talvez você me ache só mais um adolescente desolado e esquisito.
Mas todas as vezes (que não são poucas.) que eu paro pra refletir a respeito do mundo, a respeito da minha própria vida, por que eu só encontro coisas tristonhas e obscuras?

Eu não sei se vocês tem esse habito, que é mais uma mania. Mas eu costumo observar, questionar e relembrar de tudo ao meu redor desde que me conheço como gente.

Pra começo de conversa, olhe para as coisas próximas a você.
Pergunte-se se você realmente demonstra à sua mãe, à sua avó, à sua namorar, enfim, as pessoas que estão próximas a você, que você considera parte da sua família, ou simplesmente pode dizer que às ama.
Elas sabem disso? Tem certeza, que em algum momento do dia, você demonstra ou fala o quão importante elas são para você?
O que você faria sem elas?

Pelo amor de Deus, uma pessoa que seja significativa na sua vida, faz parte dela, ela faz parte DE VOCÊ. As coisas que tal individuo lhe ensinou, as experiências que teve ao lado deste, tudo, cada segundo, faz parte de você. Faz parte do que você se tornou, e do que você é agora.
Quantas vezes, ao se deparar com uma situação, você não lembrou “Melhor fazer isso que tal pessoa me ensinou/mostrou/falou.” Ou simplesmente o fez, quase que involuntariamente. Sem sequer perceber que se aquela pessoa não existisse na sua vida, você faria algo completamente diferente?

E sabe qual é a pior parte? Mesmo lendo, e reconhecendo isso, você não vai fazer nada!
Não vai fazer nada. Assim como eu, vai continuar no seu quarto, fazendo algo nem um pouco útil simplesmente para desperdiçar o seu tempo.

Não vai até o quarto da sua mãe falar o quanto a ama. Não vai à casa da sua avó, dizer o quão bons e uteis os conselhos e os ensinamentos dela foram na sua vida.
Não vai ligar para sua namorada de anos e anos atrás, para dizer o quão foi incrível estar com ela, e o quanto você sente falta daquela época.


Ai está a sua prova.
Eu poderia ir mais longe e dar uma de Jonh Lenon e começar a falar sobre armas, guerras, trafico, exploração de escravos, ditadura na Coréia do Norte, Capitalismo nos EUA, e fome na África, de como a raça humana é nojenta, porca, gananciosa, só liga para sexo dinheiro e poder...
Mas eu escreveria páginas e mais páginas que não levariam a lugar algum. Não é verdade?
Eu acabei de provar, que você vê a vida passando em branco diante dos seus olhos e você não faz absolutamente nada, um simples movimento muscular, para mudar isso.

Ou faz algo tão útil quanto mascar chiclete para resolver uma equação de álgebra.
Você fica naquela “Minha vida não tem propósito, eu não sei a que lugar eu pertenço, eu quero fugir, mas não sei do que, nem para onde...”

Acontece que não tem de que, nem para onde fugir. Mas não vou novamente falar sobre esse assunto. (Recomendo para os que tem muita intriga com esse tema, assim como eu, que assistam o clássico filme “The Wall” do Pink Floyd. Além de ter uma trilha sonora sensasional, é uma ótima reflexão da vida, assistam e o interpretem do jeito que lhes seja melhor.)

Agora, evitando de perder o rumo no post, vamos voltar a questão inicial.
O por que dessa amargura? O por que de pensamentos tão sombrios e solitários?
Não sei você, mas quando eu não penso, eu não paro pra refletir, eu simplesmente não me importo com essas coisas, esta tudo bem.
Eu tenho uma linda namorada do qual gosto muito. Tenho poucos, porem ótimos amigos. Tenho uma família que em momento algum deixou de ser presente. Tenho emprego, e planejo estudos.

Mas é só parar para pensar, que todos esses sentimentos vêm a tona. Como uma floresta demoníaca numa noite fria e escura, que crescesse ao seu redor e te engolisse com a vastidão das trevas dela.

Ignora = Tudo bem.
Pensa = Inferno pessoal.

Isso quer dizer alguma coisa?
Isso quer dizer que a vida só é boa quando você não vê o ruim? Que a felicidade é algo que só está presente quando o raciocínio está ausente?



Comentários, por favor.