Tatuagens são legais, certo?
Toda tatuagem tem uma história para contar. (Ou ao menos devia.) Isso é, você desenha algo na sua pele. Dito assim soa estranho, mas o ato de tatuar é realmente antigo. Alguns arqueólogos acreditam que o ato de tatuar o corpo começou entre 4000 e 2000 a.C. No Egito. O que é à bastante tempo.
De lá pra cá não é difícil encontrar populações que tem o habito de se tatuar.
Desde algum mantra cultural como os índios. Até o simples ato de expressar idéias com o próprio corpo (Body Modification)
Podem ser simples, simpáticas, bonitas e delicadas. Assim como complexas, bem incrementadas, agressivas, obscuras, e assustadoras.
A partir do momento em que as idéias são infinitas a possibilidade de tatuagens também é.
Bom, não vou ficar postando tatuagens que eu achei legais e interessantes pois esse post ficaria enorme. Mais do que eu imagino que já vai ficar.
Eu, por minha conta tenho duas.
A primeira que eu fiz foi por volta dos 16 anos. Meio prematuro talvez, mas eu tinha certeza do que queria, do que ela significa pra mim, e não me arrependo nem um pouco dela.
Certo. As imagens ficaram tremidas, e o ângulo está péssimo. Eu sei.
Devo ser um péssimo fotografo.
Este, pra quem não sabe é o “Om” (Oooooooooooooooonnnnnnnnnnnnnnnh...)
A fiz na lateral de fora da batata da perna direita.
O Om é dos Mantras o mais importante. É considerado o corpo sonoro do absoluto.
É o som primordial do universo, é a semente que ‘fecunda’ todos os outros mantas, sendo que estes estão em todo nosso redor. –Wikipedia.-
Posso não ser hinduísta, nem algo parecido. Mas a tatuagem é minha, então o que importa é o que ela significa PRA MIM.
Eu fiz o símbolo como uma lembrança da busca ao “perfeito” ao equilíbrio estável.
Nem de mais, nem de menos. Nem muito claro, nem muito escuro. Nem muito feliz, nem muito triste.
Eu tenho o complexo que tudo no mundo e a vida tem seu lado positivo e o negativo, mesmo que muitas vezes ambos não se comparem.
Mas a tatuagem não é um bilhete como “Relaxa cara, era pra ser assim.” Nem de longe. Não preciso disso, não me permitiria isso.
O símbolo pra mim é a bandeira de uma jornada, uma busca no qual sei que nunca terminará.
É algo que me motiva a fazer as coisas certas, na medida que o beneficio seja relativo ao prejuízo, e que a balança não se desequilibre para nenhum dos dois lados.
Minha vida e tudo que eu faço nela esta longe de ser equilibrada. Mas recordando que a proposta é buscar (Talvez uma busca eterna) não manter. Acho que a tatuagem está valendo.
E não me entendendo, como nunca me entendo, acho que não seria errado dizer que eu busco o equilíbrio, exercendo o desequilíbrio.
Me lembro da frase de Jim Morrison: O único modo de encontrar praz interior. É com a rebeldia exterior.
Esta é a segunda. Fiz cerca de um ano depois. Quase com 18.
É menor, mais discreta, embora num local mais visível. E quero que fique claro, que eu a fiz antes da Lady Gaga ficar pop por ai e aparecer com uma igual... no mesmo lugar. (Pulso.)
Enfim, simples e direta. Paz e Armo. Muita paz e muito amor, eu espero.
Essa foi mais espontânea, a eu simplesmente fui até lá, e fiz.
Foi logo depois de uma serie de pensamentos de bondade e afeto ao próximo. Basicamente que o mundo podia girar ao redor disso.
Sei que não fui o primeiro a pensar assim.
Gandhi, Dalai Lama, Buda, Jesus Cristo, e os Beatles já disseram isso a muito tempo, provavelmente bem melhor do que eu poderia dizer.
Mas ainda assim, foi satisfatório criar teorias, hipóteses, e idéias por conta própria, ao invés de simplesmente ser um religioso hipócrita, ou alguém que viu a tradução das musicas dos Beatles no vagalume.com
Basicamente, imagine um mundo onde as pessoas simplesmente ajudam umas as outras, até o ponto onde não prejudique a elas mesmas.
Isso é, claro que um motorista de ônibus não vai te levar onde você quiser, quando você quiser, sem cobrar nada por isso.
O dono de um super mercado ao vai doar toda sua mercadoria para crianças pobres.
Mas isso porque os prejudicaria. Faria mal a eles mesmos, e ninguém quer isso.
Por outro lado, observe-se andando na rua.
Você sorri para as outras pessoas, as deseja bom dia, você sequer olha nos olhos delas?
Não.
E por que?
Porque são completos ESTRANHOS diante de você. São desconhecidos.
Mas ainda assim, são seres humanos. São seus irmãos. Eles vive, comem, respiram, amam, se magoam, se aborrecem, precisam trabalhar para viver, tal como você. Exatamente como você.
Então, por que são estranhos? Por que os vemos como desconhecidos, não como seres humanos irmãos?
Eu mesmo não sei dizer. Talvez o mudo atual simplesmente seja assim, devido a violência, maldade e coisas semelhantes.
Mas se déssemos uma chance?
Sei que é algo beeeem distante e fora da realidade. Mas quem sabe se o pequeno rapaz que nasceu e mora na favela, percebesse que com o amor da mãe ele não precise de drogas.
Se a compreensão tomasse lugar do racismo, talvez ele não tivesse problema para se dedicar aos estudos. Talvez não tivesse dificuldade ao procurar um emprego.
E talvez, só talvez chegasse perto a ter algo próximo a uma vida descente.
Façam suas próprias suposições. Imaginem, pensem... Como seria o mundo se as pessoas simplesmente amassem umas as outras.
Mais do que isso, divida comigo.
Comente, mande-me e-mail.
Adoraria postar sua idéia.
Bem. A ultima, ou as ultimas tatuagens que eu aqui vou colocar não são minhas.
Na verdade, é algo que eu gostaria de ter. Não tenho, vou explicar o porque.
Xícaras. Sim xícaras.
Talvez você esteja tendo uma reação estranha. Mas não vou condená-lo por isso. Pois a primeira e até então única pessoa no qual eu dividi isso disse: Xácaras? Que coisa de VIADO Felipe!
E realmente, não é alguém que diria isso a toa.
Talvez pela minha estranha e complexa sensibilidade pessoal e artística eu não tenha visto nada de realmente feminino, ou homo sexual nos dois desenhos acima.
Delicado. Sim BEM delicado. Mas não necessariamente homossexual.
Eu às quero fazer, e ainda espero fazê-las. Embora não apoiado.
De qualquer forma, deixe-me explicar antes que você ache que eu sou um adolescente gay enrustido que ainda vai sair do armário.
Acho que não comentei. Mas eu tenho um emprego de merda. E minha carga horária é do meio-dia até as 20H de segunda a sábado.
Um dia qualquer desses eu acordei com a noticia que minha avó estava no hospital, ela para o mesmo de manhã cedo, sentindo fortes dores o peito.
Segui minha rotina natural de trabalho, mas com um certo sufoco na garganta, afinal, eu não sabia se minha avó morreria de ataque cardíaco ou se ela ficaria simplesmente bem.
E foi quando a bateria do meu celular acabou que eu notei que eu ficaria 8H sem saber a resposta para esta pergunta.
Talvez por heresia do destino, foi um dos dias em que eu praticamente nada faço além de ficar sentado no fundo de um supermercado.
As horas pareciam não passar e os minutos pareciam não se dissipar. E enquanto a eternidade de uma tarde se arrastava diante dos ponteiros do meu relógio eu fiquei pensando como seria a partir dali, se eu simplesmente não a visse de novo.
O que faria ao chegar em casa, o que faria amanhã? O que pensaria, e o que sentiria?
Como seria meu dia-a-dia? Quando eu ‘superaria’ esta perda? E como isso iria refletir em tudo que faço (Trabalho, estudo, relacionamento com a família, relacionamento com a namorada....)
E ia percebendo que as respostas eram cada vez piores. Notei que estaria acabado, mais do que já sou naturalmente.
Desespero, sufoco, ansiedade. Falta-me palavras para definir o que sentia naquela tarde. E para dizer o quanto meu coração ficou amargurado ao pensar nas possibilidades.
Acho que ninguém da minha família percebeu o que eu passei naquela tarde, já que por volta das 4h todos já sabiam que não havia passado de um mal estar.
Mas o sofrimento e o medo ficou estampado nos meus pensamentos e na minha memória.
E nada demorou para que eu quisesse algo que a lembrasse.
Um (e o mais freqüente) passa tempo que eu sei que agrada minha avó é cozinhar.
Ela gosta também de dança e de musica popular brasileira. Mas ainda assim acho que ela gosta mais de cozinhar.
Ela passa o dia na cozinha. Não porque ela é a ‘cozinheira da família’, mas porque ela realmente gosta. É o ambiente dela.
E algo o qual ela faz todos os dias é comer um pão com manteiga acompanhado de uma caneca de café com leite.
Eu sei, canecas e xícaras são coisas diferentes. Mas eu já havia visto essa tatuagem a tempos atrás, e já havia gostado dela.
Achando um significado para a mesma, a procurei novamente nessa rede de informações que é a internet, e fiquei satisfeito (e grato ao Google) ao encontrá-la.
Ainda que nada motivado, pretendo fazer essa tatuagem.
Não igual, não quero uma cópia. Colocaria um pouco da minha personalidade, e o toque do artista (tatuador) que a faria, claro.
Mas de qualquer forma, opiniões, por favor.
Ah, e se você tem, ou conhece alguma tatuagem legal, mande-me uma foto e sua história/significado por e-mail.
Adoraria postá-la e explicá-la aqui também.
Comentários são bem vindos.





Ah! Agora entendi o porque das xicaras. Quando a gente tem a compreensão das coisas, muda-se a visão que se tem delas. Sendo assim, retiro o que disse anteriormente. Mas acho que voce deve personalizar de uma forma que não fique tão delicada.
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